domingo, 22 de fevereiro de 2015

A maravilha da mente

As memórias, quando nos capturam,
constroem eixos épicos como este

que intentarei narrar. Sonhei, num vácuo
da vida dividido nesta tarde

de domingo,  escrever um texto súbito
pra postar num blog que possuo e

redijo e edito o coloro escuro.

Eu sabia que tinha postado outro texto, anterior. Um poeminha não terminado, uma escritinha qualquer, sobre os primeiros amores. O de criança e o de menino, já que estou vivendo o amor dos jovens que sonham com o futuro. E o aguardam. E o temem. Mas o encaram. Afinal, a vida é pouca a vida é louca mas não há senão ela. E não te mataste, essa é a verdade. Afinal, uma mulher me ama e me ilumina.

Porém, surge um outro eu. O último texto não é meu. Quem escreveu este texto em meu blog que não fui eu? Lembro, vagamente, de um sonho que tive, onde eu escrevia um rápido poema e o postava. Um pouco hesitante pela concisão e pela construção quase concretista. Este texto me saltou no sonho, desse universo paralelo que criei ou do qual fui cobaia. Se o fui, meu estudo deve estar chegando ao fim. Surge a questão primeira, que originou todos os mitos e todos os sonhos. Surge o indivíduo para o bem e para o mal - e todos os seus subgenêros constantemente recriados:

autobiografia

E U   S O U   E U
S O U   E U   S O U
Q M   S O U   E U

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