domingo, 23 de fevereiro de 2014

a janela

aquilo era mesmo um quadro. muitas vezes e bota muitas havia parado em frente à janela e olhado o movimento. parava sempre entre dois momentos. como uma trégua ou um arrego. sem respirar o fôlego era necessário. ultimamente andamos assim. sem fôlego e necessitados.

aquilo era tanto quadro como pela primeira vez era momento. os carros passavam como fúria! descontrolados. em solidão... e desespero de esculpir as metas de atropelar o tempo. era sem noção de sanidade.

essa janela é lisa por dois lados. não pretende se tornar passagem nem horizonte. essa janela presa à parede é só buraco que prefere ficar fechado com muita tem muita fuligem poluição morte e tudo pelas frestas não gostam de ser assim penetradas por insetos que acham buracos maiores como essa janela.

aquilo era mesmo um quadro. não mostrava a paisagem do dia. mostrava a alma seca daquilo que estava dentro. naquela janela oi sol penetrava oi sol. como ele costuma penetrar em todos os lugares em que não é chamado.

a procura da próxima esquina mas tudo criava coisas bonitas de se ver de longe. as grandes cidades são isso: ... coisas bonitas para se ver de longe.

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