terça-feira, 12 de março de 2013

modinha

rosa
meu amor morreu contigo
e essa carta é uma moda
essa carta é uma moda
pra rever minha rosinha
que se foi numa palmada

rosa
tô com saudade da risada
que você dava para mim
você só dava pra mim
e quando eu nunca mais te vi
o amor morreu em mim

rosa
mas quem que foi que te matou?
diga quando você volta
mas se é que você volta
que essa saudade é revolta
vou tratar de ir dormir

rosa
rio pequeno está pequeno
não me falem de moinhos
não me venham com carinhos
sua ossada é concreta
como sangue com nanquim

rosa
você não existirá
quando eu puder esquecer
se é que eu posso esquecer
todos todos te esquecem
na memória se apaga
quem é que lhe poda, rosa?
não existem mais sapatos
minha rosa vai murchar
e essa carta é uma moda

24/09/12

Cabra porreta

Mas eu sou cabra porreta
E ninguém vai duvidar
Que sou campeão de truco,
botcha, taco e bilhar

Peço suco de graviola
E um naco de pão sovado
danço samba, faço rima
Por São Genésio sou guiado

Não sou gringo, nem sou doido
Sou porreta, só assim
Não sou de contar vantagem
Das nega que vem pra mim

Mas se for preciso, eu falo
De tudo que eu sei falar
Eu não sei falar francês
Sei falar lingua de bar

12/02/12

"Meu tempo" ou "Foi-se..."

Os amores já se foram
para os tempos imortais
Hoje o mundo é silencio
Faça luto por meus pais

Meu país não é bonito
Minha bandeira não tem cor
Meu poema não tem rimas
Nem minhas rimas tem valor.

Foi-se o tempo das cantigas
Foi-se o tempo dessa dor
Só não sei se foi-se
ou se ficou o tempo do amor

Foi-se o tempo do bom dia
Não existe mais favor
Hoje o troco vem na frente
Antes de qualquer suor

Foi-se o tempo dos temores
Foi-se o tempo, o passado
Foi-se a busca, tão perdida,
desse tempo desgraçado.

12/02/12 e 12/03/13