quinta-feira, 1 de abril de 2010

Volte sempre

Sempre tive dúvidas com essas coisas de uma próxima vida. É muito claustrofóbica a idéia de que podemos, um dia, acabar. Tudo, de repente, vira um breu e você não enxerga nem o escuro, por que a sua consciência se perdeu em algum espaço do tempo. Os seus neurônios, que outrora te faziam rir e chorar agora estão entranhados na terra, em breve existirão num fruto que um pássaro irá comer... E como dizia o Rei Leão: “É um ciclo sem fim.”

Cada um renasce da forma que quiser...
Mas não me agrada a idéia de que tudo que me rodeia, inclusive minha falta de certeza, pode, um dia, virar uma amora velha que cai da árvore.

Hoje acordei com uma notícia triste para minha infância, que está, cada dia mais, ficando pra trás como recordação e não como abandono. O Tio Lúcio morreu.

Eu queria dizer que o senhor está com Deus, mas sou tão egoísta que prefiro comer todas as amoras que encontrar, só pra ter a sensação de que o senhor não acabou.

Um comentário:

Lívia da Estrella disse...

A ideia de sentar debaixo da amoreira parece-me muito mais convidativa e agradável. (:
Mas pode ser num buraco negro também.