quinta-feira, 8 de abril de 2010

Assassino do saber

Pra cozinhar é preciso força
Uma força que me esforço para ter
É uma força pra queimar o que se ama
Para depois de se queimar, comer

Repartindo tudo aquilo que se tem
Deixando tudo mais bonito que a gente
Pra lembrar que o conceito de igualdade
É tratar diferente o diferente:

Quem menos comeu na vida pode comer
No meu jantar, que a comida é servida
De uma forma tão completa que a gente
Se esbalda só com a força do talher

Posta a mesa: quem é nulo não cozinha
Pois quem come talvez mate para viver
Quem cozinha é uma espécie de assassino
E eu sou um assassino do saber



4 comentários:

Diego Dosansil disse...

Gostei bastante da poesia como um todo. Mas os versos abaixo chamaram minha atenção em especial:

Repartindo tudo aquilo que se tem
Deixando tudo mais bonito que a gente
Pra lembrar que o conceito de igualdade
É tratar diferente o diferente:

Renan Almeida disse...

Lembro de quando "escrevemos" essa:

Rosas são vermelhas.
Violetas são azuis.
Os passáros cantam.
Mas linda é só tu.

Bruno Lourenço disse...

HAHAHA!
Sério que eu escrevi isso?

Xulispa disse...

"Você diz que sou poeta,poeta eu não sou,sou apenas um mortal,em busca do seu amor"