terça-feira, 30 de março de 2010

Eu passo aí pra te pegar!

Hoje dou inicio, oficialmente, à minha jornada em busca da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que, por hora, levará a triste insígnia de ‘provisória’.
Fico me perguntando por que DIABOS estou tirando a carta?
Seja inteligente! Tire sua carta com a gente!

Essa nossa tão “bela, limpa e pequena” cidade (reparem na ironia, ok?) já sofre com a grande vastidão de carros que brigam por um espaço nas ruas. Eu, esse garoto serelepe e magrelo, não possuo dinheiro para custear as despesas de um carro – nem da própria carta, patrocinada pela minha linda mamãe.

Minha casa possui uma garagem para dois carros, que é preenchida pelos dois carros daqui de casa. Carros que são intitulados: “Carro da mãe” e “Carro do padrasto”.
O mais próximo de “Carro do Bruno” que posso encontrar, é o carrinho de mão que fica guardado nos fundos, ao lado do meu puxadinho.

Talvez eu seja um motorista noturno. Daqueles que não vai pegar o carro durante o dia por medo do trânsito e para economizar gasolina. Se bem que, com o preço do ônibus e metrô de São Paulo, uma saidinha de carro não é tão mais cara e demorada.
Serei um motorista domingueiro, pegando o carro quando não estiver sendo usado por essa família pouco baladeira. Minha CNH só será utilizada para substituir o RG, que já está na sua 5ª via.

Estou tirando um atestado de emissor de poluentes ativo, uma vez que já sou um passivo, quando se trata de transportes públicos.

Mas eu sou egoísta demais para me privar disso. Então, rumo às 45h de aula teórica.

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