terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Rolê de Corno - parte 3

Passamos 5 km.
Passamos 10 km.
Passamos 15 km.

E nada do Tietê chegar.

Quando perguntamos a um guarda, ele nos disse que ainda faltavam duas pontes. Como cada ponte tinha uma distância aproximada de 1 km da outra, sabíamos que estávamos a 2 km do nosso destino.

Naquele momento o nobre “caroneiro” Cícero já estava sendo xingado com todas as possibilidades de palavrões que as mentes sujas mais criativas do mundo são capazes de inventar. Pobre dele que tinha a família mais devassa do mundo, uma mamãezinha que era patrimônio público e sei lá quantos metros de ferros já havíamos desejado enfiar pelo canal de sua próstata.

Meu pé já havia suado, secado o suor e suado novamente. Essa ação já havia se repetido centenas de vezes, o que tornava o ambiente interno de meu tênis uma área com biodiversidade extremamente maior do que a floresta amazônica.
Nossa água estava quente, nossa última marmita estava fermentada e estraga. Nossos pés tinham bolhas e nossas costas sem camisa estavam sofrendo queimaduras de primeiro grau, devido ao sol do meio dia em plena Marginal Tietê.

Faltando apenas alguns metrô para chegar ao terminal, paramos mais uma vez.
Estávamos exaustos. Havíamos saído de Guarulhos lindos, limpos e cheirosos.
E ali estávamos nós. Três garotos infelizes.

Ao tentar procurar palavras para expressar minha raiva eu só pude dizer:
Mas que rolê de corno!

Apesar de tudo, foi divertido! :D
Vamos fazer isso mais vezes, só que com um pouco a mais de programação, ok galera?


Resultado: Mais de 30km. 5 horas.

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