sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estou Borbulhando - The Supimpas

O 'The Supimpas' ainda não rolou. Quem sabe um dia?

(Letra e Música: Bruno Lourenço)

Todo dia eu acordo e quando ligo a TV
Sempre vem a mesma coisa, não consigo esquecer
É enchente todo dia
É guerra na periferia
É um novo cientista com uma tese sobre ET

E após 15 minutos, depois do comercial
O repórter fala como um locutor de funeral
A calota derreteu
O ambiente aqueceu
E isso tudo é culpa do aquecimento global

Mamãe! Não precisa esquentar o meu café
Mamãe! Tá na TV, será que você é mané?
Me disseram que tá tudo esquentando
Se prepare mamãe! Pois estou borbulhando!

Agora eu não sei pra que tanto chororô
Só por que disseram que o planeta esquentou
Eu até acho bonito essas mulheres desfilando
Com trajes pequeninos
Com as ancas rebolando

Antes nossas flores, tão belas e pequenas
Serão influenciadas pelo novo ecossistema
Graças ao calor
E a poluição
Vão virar gigantes e se reproduzirão

Mamãe! Não precisa esquentar o meu café
Mamãe! Tá na TV, será que você é mané?
Me disseram que tá tudo esquentando
Se prepare mamãe! Pois estou borbulhando!

Agora eu só não sei se nós daremos conta
Estamos nos queimando até a última ponta
É só uma mensagem
Que deixo pra vocês
Estamos virando churrasco, e sem o molho inglês

(O vídeo está numa péssima qualidade)


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Samba do Nariz que Escorre

Foto comportada do 'Antes'
Desce
Pelo meu rosto, cai no chão
Esse papel na minha mão
É para assoar o meu nariz

Cresce
A gostosura que me desce
Agora todo mundo conhece
É a maior catota do pais

Onde
Eu compro a fruta do conde
Todo mundo pega o bonde
E come uns caquis

E agora
Estou aqui no banheiro
Sentindo o sabor maneiro
Do ranho do meu nariz

sábado, 16 de janeiro de 2010

Gritar por Cida

A quase ópera da dor

O novo espetáculo do Torneado.
Uma pesquisa sobre amor e violência nas relações humanas.
Aqui vai uma música da peça, escrita por mim.

Mas quem é que nunca viu
Um picolé de jerimum?
Quem que nunca se espantou
Chamou o Buda de Ogum?

Toda cruz que já me deram
É a morte de um pinheiral
Se meu teto é de vísceras
Do que é feito o meu quintal?