quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sobre os controles

Controles nos dão poderes. De fala, de escuta. Até mesmo de abrir um canal de comunicação. Controles abrem a possibilidade de comando, são eles que definem o tempo das coisas, o momento de acontecerem. Controle é um substantivo muito subjetivo.

Diversas vezes eu já pensei em como ter controle sobre mim. Como controlar minhas palavras, meus pensamentos. Minha ações, por vezes, são extremamente controladas. E são verdadeiras quando são controladas por mim.

Há milênios que buscamos nosso controle. Seja através da meditação, da filosofia, do amor... Toda forma de controle é a alavanca do descontrole. Um completa o outro numa busca universal de equilibrio. É como uns tais ying e yang.
O papo tá começando a ficar subjetivo, vamos dar uma guinada.

Existem camelôs que vendem controles antigos. Todo o tempo precisamos de um controle novo e, vez ou outra, esquecemos dos antigos. Não sabemos lidar com o nosso hoje, por que o nosso ontem está entre as frestas de algum sofá perdido no tempo. É por isso que o controle é algo tão dificil de ser controlado.

Só pra coisa ficar um pouco clichê:
"Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho"
Mahatma Gandhi

Escolha o seu

sábado, 26 de dezembro de 2009

Novidades censuradas

Começando um momento de renovação que, como sempre, me traz um pouco de medo e ansiedade. Descalço, nesse chão de barro, vou andando com um sorriso no rosto, me sentindo mais um daquela cidade, com a diferença dos meus óculos quadrados.
Todos parecem saber que não sou dali, mas entendem o meu conforto.

São Paulo está um túmulo onde eu celebro (com muito prazer) a minha putrefação.
Que prazer é estar em Itararé!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Felitristeza

O menino aprendeu
Que não se aprende o amor
Demorou pra aprender
Que nessa aula ele faltou
Faltou que foi pra ver
O por do sol que ia embora
O sol falou “Adeus!
Te encontro na aurora”

E alguém lhe disse assim
Que não dá pra ser feliz
Todo o tempo, como se quer
E alguém lhe disse assim
Que felicidade é momento
Que a felicidade é mulher

Então ele pensou
E depois falou assim
Eu também sou felicidade
E a tristeza está em mim
De felicidade estou sedento
Numa tristeza de colher
Que tristeza é momento
Que tristeza é mulher

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tentativa de poema ao poeta que eu não encontrei

Eu penso nas crianças
E vejo que estou só

Eu fico tão feliz
Quando desnudo as lembranças
Que me voam como pó

E aqui eu inerte sem poder
Sequer pensar
Penso que tudo é pouco

Que a faca que me corta
É o pão da da minha boca
E que a minha solidão
Não se faz tão muda e oca

Penso em você
Sempre com seu conhaque
Seu whiskey

Te penso resfriado
Você me diz o nome da
bebida.
"Uisc!"
E eu te digo

"Saúde"

Escreve antes deu nascer
Tudo aquilo que eu senti
To aprendendo as escrever
To aprendendo a sorrir
To aprendendo a sofrer
Mas você já sofreu por mim

Não sou muito performático

Tenho braços compridos e pernas longas. Sou o tipico garoto simpático. As pessoas sempre me reconhecem por algum pulo esquisito ou por alguma dança que inventei. Não acho que o mundo seja dividido em 'começo, meio e fim', mas em 'quando, onde e como'.
As vezes, quando ando pela rua, costumo sentir um cheiro de tempero e logo percebo que o cheiro é da minha imaginação, já que não sinto odores muito bem. As vezes é até bom, pois quando soltam flatulências (escrevi certo?) ao meu lado, eu quase nunca sinto o cheiro.

Eu tenho vontade de sentir o cheiro do tempo.
Como disse o poetinha: "Meu tempo é quando"


Links de imagens que complementam o post

http://bit.ly/5MVueO
http://bit.ly/54nuPi