quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Óbvio

Vou começar esse texto óbvio falando sobre um assunto já esgotado por que muita gente que pensa que pensa insiste em dizer sem se pronunciar.

As pessoas têm uma necessidade em serem singulares. Depois das ingênuas aulas de literatura que tenho tido para poder me preparar para o vestibular, penso que essa necessidade de ser singular apareceu após a primeira geração modernista. Onde aqueles que foram os primeiros a procurar uma real identidade nacional começaram a destruir e reconstruir a partir de tudo aquilo que já existia.

Por isso, essas pessoas que pensam pertencer a uma suposta quarta geração modernista o tempo todo buscam o óbvio e nunca conseguem lutar pelo novo.
O novo, no século XX já foi explorado de todas as formas. Agora só as repetiremos podendo usar da forma antiga para falar sobre o novo.

E o bom é falar para quem não conhece nem o óbvio.
Não falo para quem quer o revolucionário. Não é essa minha busca. Mesmo.
Falo para quem quer o novo. Mesmo que não seja um novo coletivo.

E olha, eu falo do óbvio e todos sabem quem eu sou.

Sou o óbvio.
E após dizer isso, obviamente, obrigado.

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