quarta-feira, 28 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Solidão

Como são amplos os caminhos da vida!
Me pego pensando sobre como me acalmar. Sobre como me tornar sereno.
Tenho medo do meu descontrole, por que quando ele aparece, eu volto à minha estaca zero e deixo minhas maiores máscaras e superficies de lado. Sendo eu, sereno e poroso.

Tenho medo de pensar tantas coisas e me sentir tão julgado ao tentar dizê-las.
Tenho medo do meu receio, receio o medo.

Ultimamente, tudo é: eu. Todo o refúgio que encontro de mim é na minha pessoa, por que não encontro mais nenhum lugar, a não ser eu mesmo, que não esteja super-saturado das minhas necessidades.
Tenho medo de ser abusivo, por isso abuso comigo. Tenho medo de incomodar aos outros, por isso me incomodo.
É um receio de fazer mal ao outro e no lugar disso faço o mal pra mim.

Isso gera minha solidão. Meu desencontro e descontrole.
Minhas palavras e minhas ações são carros que se desviaram num cruzamento qualquer da minha cabeça.

Tenho estado muito só. Tenho me escondido de mim mesmo para poder chorar por um motivo que não conheço.

Sei que não posso me desvincular daquilo que me rodeia, por que se eu fizer isso, eu vou estar deixando de me provocar. Tenho medo do momento em que - e se - eu voltar a me apaixonar. Tenho medo de perder a beleza da obscuridade da minha solidão. Não quero que meu refugio seja o unico espaço para a minha evolução.

Houve um tempo em que eu amei e hoje sou tão só... Mesmo amando tanto e sendo tão amado.

Estou só. Quem se sentir também, junte-se comigo.
Assim faremos uma Solidão Coletiva. Uma Saudade Coletiva.

Por que elas também são possibilidades de felicidade.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Qual o problema dos projetos sociais?

Em junho desse ano, fui convidado para entrar no Projeto Arte e Cidadania em Heliópolis - um trabalho da Cia. de Teatro do Heliópolis que teria como resultado o espetáculo 'O Dia em que Túlio Descobriu a Africa'. Pois bem, entrei no projeto bastante curioso com o que viria a seguir. Entrei interessado em conhecer o trabalho do grupo, os profissionais envolvidos, o tema e principalmente o contato com aquele tipo de teatro tão diferente e tão próximo do teatro que fazemos no Torneado.
Fomos nos conhecendo com o tempo e como todo processo artístico passamos por momentos incriveis e momentos de extrema fraqueza coletiva. Pelo que me contaram, eu entrei num momento do projeto em que as "maiores brigas" já haviam ocorrido... Eu cheguei mais pra hora de "correr pro abraço", como diriam os renomados e gabaritados comentaristas de futebol.

Em determinado momento do processo me deparei com questões como o 'racismo'. O preconceito racial. Para mil foi realmente muito difícil encontrar um estímulo que fizesse valer o impacto de uma pessoa que sofre esse tipo de abordagem e se importa individualmente com isso. Diversas vezes o Miguel (um dos diretores do trabalho) me dizia:
- Sabe quando você é chamado de 'neguinho' e fica morrendo de raiva...? Eu não sabia. Entendo por racismo uma falta de preparo na educação e uma herança de um abolicionismo tardio. É quase que uma culpa maior, maior do que a consciencia, por que a consciencia não foi disseminada. Ficou reclusa às poucas pessoas que a obtiveram, a criaram ou a buscaram.
Eu aprendi, até pela minha criação, a não separar as pessoas pelo tom de pele. Minha mãe é branca, meu pai é negro e minha família é uma linda mistura escancarada da diversidade brasileira. Mas para o trabalho, eu tive que aprender a lidar. Se não fosse como discurso político pessoal, seria por tentar dizer algo além daquilo que me dizia respeito. Quero dizer, por mais que não fosse uma questão minha... era uma questão de alguém, como a do próprio Miguel, e eu precisaria fazer isso mesmo que me doesse individalmente. "Não que eu queira gritar sozinho, mas há o direito ao grito. Então eu grito por mim e por alguém que também queira gritar" Mas eu também me deparei com questões que já pensei superadas pela minha pessoa. Como, por exemplo, a segurança de minha suposta racionalidade.

O caminho de ator-criador é algo incrivel dentro de um processo colaborativo, mas não consegui encontrar espaços colaborativos dentro do processo do Túlio. Aliás, as figuras hierarquicas (por mais abertas e maleáveis que fossem) estavam muito bem definidas. Então, eu acho que essa minha racionalidade foi uma forma de tentar encontrar um caminho de 'ator responsável' dentro desse tipo de processo. Isso por vezes foi criticado pela Egla (a outra diretora). Minha racionalidade e busca por caminhos definidos era algo que as vezes enfraquecia o trabalho, mas essa minha racionalidade acontecia justamente nos momentos em que minhas criticas pessoais batiam diretamente com as propostas do texto (como uma revolta por ter sido discriminado).

Em determinado momento do processo eu me perguntava o 'porquê' de estar ali.
Eu não estava com atores responsáveis, não estava num trabalho que considerava inédito no fazer teatral, não achava um bom texto e tinha muitas outras criticas pessoais. Mas percebi a qualidade de projeto social daquele trabalho. Se não era para o grupo - como dizem muitas vezes - era para mim.
O contato com aquelas pessoas era extremamente importante para mim, por que naquele lugar eu comecei a perceber qual é o verdadeiro estímulo que precisamos dar para a nossa educação, por que ali eu não me achava num processo artístico, somente. Era pedagógicamente artístico. O que a Egla e o Miguel fizeram foi como dar uma boa aula de cidadania através da arte. A educação precisa partir pela sensibilidade.

É muito dificil se colocar na função de mestre. Os aprendizes são rebeldes e batem de frente, mas o prazer de acompanhar um processo evolutivo de um ser humano é primoroso.

Eu comecei a me sentir provocado por questões que julgava ser inocentes... Mas eu precisava ser provocado naquelas questões, por que se me instigavam é por que algo ali iria nascer. E está nascendo.

Eu agradeço à Cia. de Teatro do Heliópolis por realizar esse projeto social. Se não foi com os meninos da favela, está sendo comigo. (sem medo do emprego correto do gerúndio! haha)

Amanhã e no próximo fim de semana apresentaremos o espetáculo no TUSP - Teatro da Universidade de São Paulo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As pessoas ainda precisam roubar...

Hoje, ao sair do TUSP (Teatro da Universidade de São Paulo) aonde ensaiava com a Cia de Teatro do Heliópolis o espetáculo 'O Dia em que Túlio Descobriu a Africa', fui com meus colegas de cena até a galera do rock, por que uma das meninas iria colocar m alargador na orelha. No caminho, andando pela 24 de maio (acho que é esse o nome da rua), após olhar as horas no meu celular e informá-las para o meu amigo, fui assaltado por um ladrãozinho de esquina. Ele colocou algo pontudo na região da minha cintura , disse que estava com uma faca e me mandou dar o celular.
Eu tive um segundo de pensamento para ver quais eram as possibilidades que eu tinha naquele momento, e vi que não havia nada que poderia fazer nada e dei o celular. Eu sei que ele não me esfaquearia numa rua movimentada como aquela, mas naquele momento eu nem me importei com isso. Dei o celular e agora só me preocupo com o fato de não ter pego meu chip.

O pessoal que estava comigo queria voltar atras para bater no cara, pegar o celular de volta... Mas o mal já estava feito, ele havia decidido roubar.
Por isso, fico preocupado com a forma que lidamos com os seres humanos no nosso país e no mundo. Eu realmente não queria ter sido assaltado, mas não é ter o celular de volta que vai mudar essa situação.
"As pessoas ainda precisam roubar."

Fico pensando qual o tipo de transformação que podemos fazer para que esse tipo de situação não ocorra, ou que diminua. Por que o problema não é meu e nem daquele jovem que me assaltou. É um problema da sociedade.
Tenho certeza que se aquele rapaz tivesse tido condições favoráveis de estudo, lazer e moradia essa pessoa não precisaria fazer isso.

Claro que aceitei aquilo. Eu não estou fazendo nada para mudar esse tipo de realidade. Vivo enfornado em meu mundinho de felicidades, e quando acontece algo nesse nível a primeira coisa que pensamos é 'Quero sair dessa cidade'.

Mas não. Precisamos mudá-la de dentro com educação, calor, comida, amor e arte.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Insonya

De uns dias (ou melhor, noites) pra cá eu tenho tido essa palhaçada.
Eu passo um dia feliz, fazendo piadas e filosofando sobre idiotices, vou lá e faço minhas obrigações como todo bom moço e deito na cama.

Mas não durmo.

Fico horas e horas pensando na forma de parar de pensar pra deixar o sono vir. Toco violão e deito, como e deito, tomo café e deito. E nada do sono deitar do meu lado. Na verdade, o sono até deita... Mas não dorme.
Então tento ocupar a mente para cansá-la e conseguir dormir, mas quando isso acontece, já passou da hora de acordar! Nenhuma das tecnologias recentes me ajuda a combater meu sono e juro que estou escrevendo isso aqui com os olhos descendo, mas o corpo pulando.

Tem um trecho do 'Cem Anos de Solidão', que estou estudando no Núcleo de Ator-Dramaturgo do Grupo XIX de Teatro, que fala sobre a peste da insônia.
Resumão:

Um pequeno vilarejo que é assolado pela peste da insônia. É uma doença contagiosa e as pessoas ficam anos sem dormir.Na verdade, não se sabe o tempo, por que a insônia evolui para uma inexorável manifestação mais crítica: O esquecimento. Então os habitantes daquela cidade passam a esquecer todas as coisas. Nome dos objetos, das pessoas, utilidade daquilo que lhes rodeia... E, bem, o resto não vou contar, senão perde a graça de ler o livro. rsrs

Fico pensando quando é que vou começar a esquecer das coisas.
Estou ficando com medo.
Peço desculpas para as pessoas que dependem do meu desempenho físico no ensaio de amanhã. Vou chegar cansado por que tive que me cansar para dormir.
Mas... Eu estou tentando dormir. Não é minha culpa, então não me culpem.

Desculpas retiradas e sono caminhando.

Vou tentar dormir novamente. Se não rolar... Outro post aqui em breve.

PS: Que estou fazendo aqui?

Esses computadores atuais são uma gracinha.

Quando eu ganhei meu primeiro computador, fiquei todo feliz por que pensava que ia poder fazer as peripécias que eu via em filmes como 'Matrix'. Pensava que ia ganhar um negócio de tela preta com um monta de letrinha verde e, por incrivel que pareça, eu ia saber fazer tudo!
Ia conseguir controlar helicópteros, invadir o sistema bancário de empresários bilionários e ia poder continuar minha brincadeira de esconde-esconde. Mas quando eu o liguei (aquele belo Windows 95) descobri que o máximo que conseguia fazer era montagens no Paint com imagens do Power Point, e vez ou outra, entrar na Internet pelo Active Desktop. Eu clicava em 'Restaurar o Active Desktop' e conectava na internet sem o fio do telefone; (NÃO SEI COMO EU FAZIA ISSO!!)
Hoje, eu vejo a dificuldade que é lidar com um mundo onde cada vez mais o computador é uma extensão do corpo humano. Eu vi a transição do VHS para o DVD e depois para o filme que se compra On Line! Hoje vejo que já fizeram todas as coisas que eu seria criativo para fazer... Agora vou precisar ser mais ainda!
O jeito é dar um tempo por aqui... Tomar um café puro, ler meus livros, estudar que nem todo menininho bonitinho.
Mas enquanto isso, vou ficando inteligente para saber ser mais criativo e descobrir uma forma de conseguir ficar milionário ao derrubar aviões...

(Observem que já era fudidinho, aos 9 anos eu invadia a internet sem ao menos estar conectado)

Como dizia o meu twitter: Disseram que o Windows 7 não é pesado. Que pena, agora que dei um uptade. Meu pc tá com 128kb de RAM e 8GB de HD. Pensa que sou fraco?


Ah! Para quem não se lembra...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O meu portão torto...

É um lugar um pouco diferente do que todos estão acostumados a ir.
Um lugar simples, que traz tantas memórias que seria difícil de tentar resumir na mais humana das obras de arte. Eu tenho a impressão de que por mais bela que fosse, ela não seria capaz de transformar em sensações e memórias todas as memórias e sensações que aquele lugar já viveu.

E as que eu vivi ali, são tão infimas perante tudo aquilo que já aconteceu, que quando penso nisso, só tenho medo da vida desse local.
Esse local vive, sim.

Era uma casa só de madeira. Com as paredes descascadas por uma tinta antiga, que já estava lá há décadas. E não era bonita, era de uma ai Noelsensibilidade imponente de amor e decadente de estrutura.
E foi ali que eu cresci. Se não foi em tempo, foi em sonho.
Cresci e fui vendo a casa evoluir. Ganhando tijolos, canos, cores...
Foi ali que eu cultivei os meus sonhos, por que eu ia colhe-los todo final de ano quando eu entrasse pela porta da frente e dizer: "Bença, vó!"

Tenho tanta saudade desse lugar, que não caibo em mim de tristeza e excitação. Tenho pena de não ter batalhado para estar lá mais vezes enquanto o sonho era uma brincadeira de criança e não uma fuga do mundo adulto.

Faz tempo que ali não vou para dar boa noite ao meu sagrado. Um sagrado que profanei, e que me castigo por isso. O portão que me viu desesperado dentro de um carro numa madrugada . O portão que viu chegar chorando após apanhar de meninas. O portão que me viu sorrindo ao chegar com os bolsos repletos de balas que foram jogadas na rua por algum caminhão com um homem vestido de Pap...

Esse lugar ainda vive no meu sorriso de criança. E quero que continue vivendo em mim e nas crianças que moram (e morarão) em mim e comigo.

Antes e Depois

Eu comecei a fazer teatro em 2003, numa escola chamada 'Teatro-Escola Nill de Pádua'.
Não era lá essas coisas de ensino, mas olhando pra trás, vejo que consegui me divertir um pouco naquela época. E época em que teatro era só um hobby. Lá, apresentei uma peça muito precaria, mas muito feliz para aquele momento. 'O Mágico de Oz'.

















Hoje, consigo perceber as evoluçoes que aconteceram. Esses dias, fizemos uma leitura dramática do 'Celofane', e me senti, um pouco, voltando para aquele tempo sem preocupações. Mas dessa vez, descobrindo meu tempo cômico, descobrindo a vontade de fazer o encontro com o próximo.

Gueto da Putaria

Essa marotice foi algo fiz com o Jonas e com o Lucas há uns 2 nos atrás.
Na época que o Tela Class era febre.

UHAHUAUHAUHA



O roteiro é ruim, mas foi muito legal de fazer.
Por favor, não nos processem. "É brincadeira de criança, todos vão compreender."

(Mesmo essas crianças sendo meio sem noção.)

PS: "Veran" é um mercadinho bem fulero e sem-vergonha que fica pelos arredores de Guaianases. rs

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Nessas ultimas semanas meu instinto de solidão aflorou. E aflorou na maior felicidade. O prazer de estar sozinho se resume nos momentos em que estou acompanhado. Cada vez mais eu conheço a mim mesmo e descubro que não sei nada sobre ninguém. Os momentos que passo com os outros me fazem aprender sobre mim e quando estou sozinho, entendo as falhas e escolhas daqueles que me rodeiam.
Hoje entendi um pouco mais o pulsar do coração de algumas pessoas, quando sentei numa bateria para tocar tanto até esfolar meus dedos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Coma flora fogou

Minha pequena boneca de trapo
Que vira e desmancha ao tentar pegar
Que gira na mancha de um guardanapo
És minha pequena bonita de olhar

Fugindo como quem foge de um gato
Daquele que a alma lhe tenta apanhar
Ela se esconde na toca de um rato
E volta sedenta a se embelezar

Se ela - aqui - não usa sapato
Por um desagrado não vou lhe obrigar
Mesmo estando bem apaixonado
Eu vejo tristonho a flor se afogar

Como a flor se afoga
Tanta agua e sal
Ela dança a morte
Do seu funeral

Se o pobre vê
A flor afogar
Ele vira as costas
Pra tentar chorar

E como quem torce pra poder vencer
Ele faz um samba que é bom de tocar
Choramos por a rosa padecer
E rimos cantando seu despetalar

(Tentando usar os redondilhos e decassílabos)

Ainda bem que os pássaros não lêem, senão eles ficariam um pouco ofendidos...

Lendo um texto num blog de teatro, pensei sobre a possibilidade de um bando de pessoas voarem juntas. Mas me dei conta de que não possuímos asas, então, o máximo que podemos fazer juntos é viver. Claro que durante a vida aprisionamos alguns passarinhos em gaiolas e é bonito vê-los lá dentro, mesmo sendo triste.
Ainda bem que os pássaros não pensam, mas instintivamente assumem a postura de voar no seu bando em forma de 'V'. O pássaro da frente é sempre aquele que recebe a maior pressão do vento, enquanto aqueles que estão atrás são beneficiados por estarem em um lugar com menos pressão (do ar, é claro).
Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa à sua frente. O problema é quando os gansos do fundo se acostumam a ficar no fundo e ficam com a impressão de que fazem parte daquela porção que leva o grupo à frente. Claro que o esforço para voar em grupo é menor. A ciência diz que cerca de pelo menos 71% menos força. Mas ainda sim, é difícil assumir a posição da frente. Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança, daí percebemos que o importante não são os individuos e sim o grupo. Os gansos morrem, mas aquele gigantesco 'V' continua 'V'oando.

Voltando a falar sobre os pássaros presos...

Quando criança eu via muitas gaiolas nas portas dos bares próximos aos prédinhos em que cresci. Não entendia a lógica de se prender um animal que nasceu para voar. Mas quando minha mente evoluiu (diferente da dos passarinhos) eu aprendi que aqueles bichos tão bonitos à primeira vista, são incapazes de sobreviver sozinhos e que precisam ser cuidados por alguém que limpe sua titica e troque a sua água. E o passarinho ainda vai ter a impressão de ser livre.
Me dói pensar assim. Gostaria que todos os passarinhos pudessem voar em bando, mas eles não tem competência para isso. Eles ficam com a falsa sensação de liberdade, mesmo dentro da gaiola. E isso me gera uma agonia ao ponto de eu morrer de vontade de ter um estilingue e algumas pedras para dar jeito nuns passarinhos folgados...

Mas os passarinhos não pensam, são seres irracionais.
Pena que os passarinhos não saibam filosofia, pois assim entenderiam que existe muita gente passarinho.
Gente que voa quando não tem vento e ainda faz titica quando tá indo embora, pode?
Pena que os passarinhos não entendam metáforas, senão, dariam um pouco de risada dessa gente passarinho.

Peço desculpas. Aos pássaros, é claro.