terça-feira, 2 de junho de 2009

Um dia eu amei

Um dia eu amei.
Houve um dia, há muito tempo atrás, que eu amei. Amei, mas não sabia que era amor. Fui amando, amando... E quando eu vi, já amava. Chorava de desespero ao viver, com tamanha “maturidade”, um namoro de criança. Um namoro de poucos beijos, nenhuma sacanagem e, talvez, muito amor.
Mas, antes de descobrir-se amor, ele acabou. Acabou quando ainda parecia brincadeira.
E a vida seguiu-se guiando os dois a procurarem seus novos amores de infância.
Ele cresceu. Tenta encontrar nos sonhos a busca de sua felicidade. Não sabe se é feliz. Mas acredita que é, pois tenta ser. Projeta seus sonhos em pessoas, em papéis... Suas projeções não acontecerão como ele imagina, mas nem por isso serão ruins.
Mesmo assim, ele ainda chora.
Chora, pois não pode desenhar o seu destino, pois o seu destino cruza o destino alheio. E o alheio não lhe pertence.
Ele sonha com um reencontro numa padaria quente, numa manhã fria, num olhar nostálgico. Num toque triste. Que vira feliz. E se transforma em: “Oi! Quanto tempo!”
Ele ainda sonha com um encontro de amor infantil, por que é nesse que ele acredita.

Ela sonha, mas sonha através dos sonhos dele, por que só assim que ela existe pra ele. Nos sonhos.
Na vida ela se transforma. Perde a doçura.
Esquece a infância.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi td bem?
Eu achei seu blog por caso e adoreiiiiiii!!! Adoro as coisas que vc escreve. Parabéns vc escreve muito bem, os seus textos são muito bons.