segunda-feira, 8 de junho de 2009

Minha barba já existe. Mas é rala...

Que vontade de crescer logo. De deixar a infância, com suas passagens, ritos e descobertas, na minha caixinha sagrada e começar a experimentar a sensação de ser um homem.
Meu tórax alarga, minha voz muda, meus pêlos nascem, meu corpo expande, meu sexo acorda. E eu vivencio essa mutação comendo amendoins cobertos de chocolate.
Minha mente insiste em querer acompanhar a evolução do meu corpo. Ela parece acreditar ser esse o momento de crescer, de se expandir, de inchar. Assim como meu tórax, meus pelos, meu sexo...
Foi tudo rodeado de poesia. É tudo rodeado de poesia.
Mas eu ainda temo esse punk-rock-psicodélico-tropical. E sei que temo por que ele é necessário. Mas eu não aprendi a conviver nessa realidade. Pois ainda parece uma ópera-dark. Um maxixe-pós-gótico. Minha vontade de crescer é de crescer dentro de mim e continuar com os mesmos sonhos, mas dessa vez, sabendo que eles não são palpáveis... como meus amendoins.
E eu busco a necessidade de encontrar a resposta do meu corpo para o meu tempo.
Nada encaixa no meu corpo.
Nada eu deixo encaixar.
Nada se faz encaixar.

Mas eu sobrevivo à inconstância dos amores...

4 comentários:

Rafaela Rocha disse...

Tente dançar o maxixe! ;]

Bruno Lourenço disse...

Eu não sei dançar.

Anônimo disse...

Que tudo seja rodeado de poesia na sua vida..e que a vida não seja só uma palavra em tua poesia...
E sem querer ser chula " se ela dança eu danço"
Marina

Anônimo disse...

Ah
e relaxa senão não encaixa
Marina