quinta-feira, 11 de junho de 2009

Algo para.

Quatro faróis vermelhos. É tudo que vejo daqui.

Ouço o barulho dos carros, sinto a umidade nos meus pés por conta de uma chuva que tomei a horas atrás e sinto a fermentação do álcool borbulhando em minha barriga.

Me disperso nessa falta de foco que gera meu caos e pede minha mutação. Minha evolução.

É hora de cortar o cabelo.

É hora de crescer.

Um dos sinais ficou verde. É o sinal de pedestre. Sinal de que é hora de prosseguir, mas a pé. Ainda não posso dirigir. A vontade que eu mais sinto é de sentar e ficar parado eternamente, passando pelos múltiplos locais do universo que são inventados a cada instante.

Mas só conheço aquilo que acaba.

Então minha eternidade também acaba. Então não posso passar a eternidade sentado.

Dois sinais verdes. O de pedestre avermelhou. O que significa? Talvez refletir. Talvez parar e assumir minhas realidades. Eu não olho para frente e vejo as cores dos sinais escolhendo por mim. Mas sempre escolhendo um “Pare!” ou um “Prossiga!”, mas nunca um “Cuidado!”.

Sinto falta de um pouco de amarelo na minha vida. Puxar um fio, ligar uma luz e ver que a cor mudou. Que posso ser todo verde quando eu quiser. Sinto a vontade do perigo com um pouco de cuidado.

Eu só queria ficar verde e abraçado num vermelho com amarelo.

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